feeling, drogas & rock’n’roll

o ano é 69. o século é o passado. woodstock entrou para a história como o maior festival de rock já realizado, embora tenha sido uma mega rave. sobe ao palco jimi hendrix, considerado pelos críticos um dos maiores guitarristas da história. com LSD da cabeça aos pés, o show rola. no intervalo entre uma música e outra ele começa a improvisar The Star Spangled Banner, o hino americano, que ele desmantela, em sua releitura, distorcido até não mais poder. quase irreconhecível, o hino se transforma num toque fúnebre. sua guitarra cospe sons de guerra, de granadas, bombas, helicópteros, gritos de agonia e metralhadoras. essa execução expressa toda a sua inquietude, como ser humano, diante da guerra. é a metáfora do fim do sonho americano, de uma geração que ou vivia drogada ou morria no vietnã. é um retrato sem retoques da carnificina e do descontrole que a raça humana é capaz de produzir.

como um cara com ácido até a alma teve a sensibilidade de expor estes sentimentos?

se estivesse de cara limpa teria sido capaz de criar esta obra prima?

assista aki:

 https://www.youtube.com/watch?v=TKAwPA14Ni4

 

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