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então pedro chegou perto de jesus e perguntou:

— senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? sete vezes?
— não! — respondeu jesus. — você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes.

 

isto está no novo testamento (mateus 18: 21,22). um tanto diferente do velho, onde não havia perdão e um deus de comportamento humanizado mandava passar o rodo em todo mundo que não fosse judeu.

 

a fala de jesus gera um conflito interno para quem leva a sério suas palavras. como é possível um simples mortal perdoar um cara que lhe sacaneou ou uma mulher que lhe traiu setenta e sete vezes ? é importante ou mesmo tem algum significado para uma pessoa assim ser perdoado? como sublimar a raiva por alguém que lhe deu setenta e sete voltas? será que alguém é otário/ingênuo o suficiente para que alguém  o engane setenta e sete vezes? e por que não setenta e seis ou setenta e oito? será que jesus tinha noção do que é o ser humano em suas entranhas? estaria ele apenas usando uma hipérbole (figura de linguagem onde há exagero numa idéia expressa, de modo a acentuar de forma dramática aquilo que se quer dizer) ?   

 

qual a diferença entre a capacidade de perdoar e o delito do esquecimento? afinal a gente pode esquecer uma trapaça que um dia nos fizeram sem ter necessariamente perdoado quem nos trapaceou. também o esquecimento nos conduz à redenção? será o esquecimento uma forma inconsciente de perdão?

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por jardim Postado em Sem categoria Com a tag

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