sobre o amor

quem inventou o amor? me explica por favor. perguntava-se renato russo já doente, no fim da vida. a belíssima antes das seis nos encanta ao falar deste sentimento, até aí nada demais já que essa é a função do poeta. mas para quem já não anda mais se encantando tanto e duvida mais do que se encanta fica uma dúvida: se sentimentos são reações químicas que levam seres humanos a escolhas, será que a mídia e a religião ( a mais antiga mídia)  não capitalizaram o amor para gerar lucro com a contribuição de fiéis, com a venda de cds, dvds, livros, gerar bilheteria no cinema e teatro e ibope na tv?

a vasopressina é uma proteína composta por nove aminoácidos e algumas experiências  com um tipo de roedor revelou a sua relação com o comportamento monogâmico dos machos. os estudos compararam o comportamento de duas espécies de roedores: a espécie microtus ochrogaster, de comportamento monogâmico e a espécie microtus montanus, de comportamento poligâmico(m.m. lim, z.x. wang, d.e. olazabal, x.h. ren, e.f. terwilliger, l.j. young, enhanced partner preference in a promiscuous species by manipulating the expression of a single gene, nature 429 (2004) 754-757).

os estudos de comportamento da espécie monogâmica mostraram que antes do acasalamento, a relação dos machos com os outros machos e fêmeas era uniforme. contudo, em cerca de um dia de acasalamento, o macho fica preso à fêmea pelo resto da vida e não se aproxima de outras fêmeas nem admite a aproximação de outros machos. aparentemente, é a produção de vasopressina após o ato sexual que determina este comportamento do macho, que apresenta um elevado número de receptores de vasopressina no cérebro. contrariamente à espécie monogâmica, a espécie poligâmica apresenta um número muito reduzido de receptores de vasopressina. quando o roedor poligâmico é manipulado geneticamente para desenvolver receptores de vasopressina torna-se monogâmico. por outro lado, quando a espécie monogâmica é injetada com uma substãncia que inibe o efeito da vasopressina, os casais perdem a sua devoção mútua e o macho deixa de defender a fêmea da aproximação de outros machos (h. fisher love@national geographic magazine, fevereiro 2006; national geographic portugal, fevereiro 2006, pag. 32).

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