do fundo da caneca

Além dos Outdoors

Engenheiros do Hawaii

No ar da nossa aldeia
Há rádio, cinema & televisão
Mas o sangue só corre nas veias
Por pura falta de opção

As aranhas não tecem suas teias
Por loucura ou por paixão
Se o sangue ainda corre nas veias
é por pura falta de opção

No céu, além de nuvens
Há sexo, drogas & talk-shows
Mas coisas mudam de nome
Mas continuam sendo religiões

No dia-a-dia da nossa aldeia
Há infelizes enfartados de informação
As coisas mudam de nome
Mas continuam sendo o que sempre serão

Você sabe,
O que eu quero dizer não tá escrito nos outdoors
Por mais que a gente cante
O silêncio é sempre maior

Você sabe
O que eu quero dizer não tá escrito nos outdoors
Por mais que a gente grite
O silêncio é sempre maior

No ar da nossa aldeia
Há mais do que poluição
Há poucos que já foram
E muitos que nunca serão

As aranhas não tecem suas teias
Por loucura ou por paixão
Se o sangue ainda corre nas veias
É por pura falta de opção

Você sabe,
O que eu quero dizer não tá escrito nos outdoors
Por mais que a gente cante
O silêncio é sempre maior

Você sabe,
O que eu quero dizer não cabe na canção
Por pura falta de opção
Púrpura é a cor do coração, o coração

Você sabe,
Nunca foi dito num talk-show
Por mais que a gente cante
O silêncio, o silêncio, o silêncio, o silêncio..

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por jardim Postado em Sem categoria Com a tag

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