química & amor

há algo errado na história do cupido. seu alvo era o coração mas a flecha ,na verdade, atinge o cérebro. uma das responsáveis é a dopamina, o neurotransmissor da alegria e da felicidade que nos faz acreditar que o amor é lindo. em pesquisas recentes, estruturas  como núcleo caudado, área tegmentar ventral e córtex prefrontal se mostraram mais ativas em pessoas apaixonadas. são zonas ricas em dopamina e endorfina. juntas, essas substâncias estimulam os circuitos de recompensa. a feniletilamina  é outra molécula associada, assim como a noradrenalina, que contribui com a memória para novos estímulos. por isso os apaixonados lembram de detalhes e atos triviais do início do relacionamento.

a publicação científica psychoneuroendocrinology divulgou um trabalho  mostrando que nos primeiros meses da relação, a proteína ngf , a mesma que provoca suor nas mãos, aparece em níveis elevados. os cientistas analisaram o comportamento da substância em 58 homens e mulheres entre 18 e 31 anos no auge do envolvimento. 24 meses depois, avaliaram os 39 que ainda estavam juntos e viram que os níveis da proteína tinham se normalizado.

a serotonina, que tem efeito calmante e nos ajuda a lutar contra o estresse, diminui em cerca de 40% no auge da paixão . o índice foi observado num estudo da universidade de pisa. o percentual fica próximo aos que sofrem de transtorno obsessivo compulsivo. isso explicaria o pensamento incontrolável, atitudes insanas e a fixação no parceiro. a paixão desaparece em alguns meses, com o cérebro descarregando menos dopamina e endorfinas , o organismo se acalmando e surgindo o amor, estágio seguinte.

são os machões que mais se deixam levar pela química. porém o encantamento deles dura pouco tempo. “nas mulheres a paixão demora mais tempo para passar”, afirma o estudo. a testosterona. “está presente nos dois organismos, porém quando ocorre a paixão, a substância aumenta na mulher que sente mais libido. nos homens, a testosterona cai, deixando-o menos agressivo”.

a paixão é regulada por hormônios sexuais e as mulheres estão em desvantagem pois entram na menopausa. os homens mantêm a capacidade de se apaixonar por mais tempo porém a fronteira entre paixão e amor não está bem esclarecida. a antropóloga helen fisher, afirma que a primeira etapa para a formação de um casal é a busca por sexo com ação da testosterona. a paixão é alimentada por dopamina, endorfinas e outros componentes. se correspondida, deve durar o tempo necessário para o casal se conhecer e se decidir se vão continuar juntos. quando o fogo baixa, o relacionamento pode continuar, mas o que vai pesar é o companheirismo, vontade de dividir o ninho, procriar e cuidar da prole.

a euforia, entretanto, pode ficar sem combustível e não evoluir para a terceira etapa. “há gente viciada em paixão, que busca um novo parceiro toda vez que os sintomas passam”, diz o estudo “é comum nessas pessoas a bipolaridade”. e tem quem nem chega a se apaixonar. “alguns conseguem bloquear o processo ativando áreas mais racionais do cérebro”, afirma o psiquiatra. “ é quando o medo vence. para não correr riscos, racionaliza a situação e a bloqueia.”

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por jardim Postado em Sem categoria Com a tag

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