constantino

o imperador romano constantino (272-337) desejava um império forte e unido. viu que para manter o seu domínio sobre o povo e estabelecer uma ditadura religiosa, as autoridades eclesiásticas precisavam estar ao seu lado. misturando as divindades arcaicas orientais com as antigas histórias de moisés, elias e isaías, foram criados os símbolos da nova igreja. assimilaram-se as práticas do paganismo mais convenientes(como o culto ao deus sol), em paralelo, todas as filosofias contrárias aos interesses do império foram suprimidas.

a decadência que se tinha alastrado estava agora a corromper o império. roma tinha sido até então bem sucedida em silenciar protestos populares. os cristãos, porém, não eram permeáveis a ameaças: não tinham medo da morte, não eram tentados por suborno, e continuavam a aumentar.

constantino decidiu capitalizar a situação concedeu paz aos cristãos em 313.
em 323, declara oficialmente o cristianismo como a religião do império romano. mas a controvérsia que havia entre os seus bispos podia constituir uma ameaça e ser um impedimento à unidade do império. constantino viu nesta conjuntura uma oportunidade para utilizar a religião como forma de controlar a população. a nova religião foi uma mistura confusa das ideologias dos vários grupos cristãos e pagãos, para permitir a difusão desejada.

o concílio de niceia, em 325, foi realizado com o fim de fabricar e consolidar a teologia de uma nova religião concebida para o fácil controle das populações. foram criados os fundamentos da teologia da nova igreja, alicerçados na deificação de jesus, bem como na escolha dos evangelhos que, que teriam chegado a ser mais de 300 e foram reduzidos para somente 4(os demais foram erradicados e considerados apócrifos) e a doutrina da trindade. quem discordou, foi perseguido e exilado.

constantino estendia e reforçava o seu poder político, garantindo também que, como imperador defensor da igreja, se revestia ele próprio de uma manto divino. a igreja impunha que “fora da igreja não há salvação”, evitando focos de dissidência.

a política do império romano foi lentamente assimilada na igreja, sendo formulada uma religião totalitária com o nome de catolicismo romano. constantino tomou para si o título de sumo pontífice, podendo desta forma ser considerado o primeiro papa. até então não existia o papado, apenas bispos que mais tarde a igreja convencionou como papas.

desta forma foi criada a igreja católica, jesus se tornou deus e constantino conseguiu unificar o império, se mantendo no poder. após a sua morte recebeu o título de 13º apóstolo.

cristograma de constantino utilizado até hoje pela igreja católica

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por jardim Postado em Sem categoria Com a tag

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